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Rastreabilidade de medicamentos: Aché corre atrás e aplica mais de R$ 20 milhões

1 de dezembro de 2009

Para laboratório, incertezas técnicas são impasse ante a proximidade do prazo final.

Brasil Econômico – 27/10/2009

O laboratório Aché já corre para começar 2010 com o sistema de rastreamento de medicamento devidamente instalado e em funcionamento. Inicialmente, a empresa avaliou que seria preciso investir entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões para se adequar à nova exigência. Agora, a companhia estima que serão necessários mais de R$ 20 milhões. O montante não diz respeito somente às mais de 30 linhas de produção, mas também a etapas da distribuição dos produtos.

Na opinião do diretor do centro de serviços compartilhados da Aché, Sidinei Righini, a exigência do rastreamento é legítima e oportuna porque, entre outros efeitos, garantirá a integridade final dos produtos e tornará mais difícil a sonegação fiscal, o que deixará a concorrência no setor mais justa.

Porém, ele vê dois problemas no modo como a implantação do está sendo conduzida. O primeiro deles é a demora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em estabelecer quais tecnologias deverão ser utilizadas. De acordo com Righini, é preciso estabelecer o modelo da base de dados que armazenará as informações sobre os medicamentos, onde essa base ficará hospedada, qual entidade fará a gestão das informações coletadas, qual tecnologia de transmissão de dados deverá ser utilizada e com qual periodicidade o banco de dados precisa ser atualizado, entre outras coisas. Ou seja, ainda há várias questões em aberto.

O outro impasse é o prazo que os laboratórios receberam para implementar a mudança. “É praticamente impossível colocar esse ambiente em operação em toda a indústria no prazo em que a lei prevê”, diz Righini.

Para o diretor industrial do Aché, Joaquim José Covo, os eventuais ganhos que a rastreabilidade poderá gerar — como redução do roubo de cargas e no valor do seguro — não compensarão os investimentos . A solução seria absorver o gasto, talvez reduzindo a margem de lucro temporariamente. “Os ganhos são indiretos, não diretos”, diz.
 

Piloto

O Aché integra o grupo de empresas que participaram do projeto- piloto organizado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), cuja intenção é apoiar a Anvisa na regulamentação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos.

O laboratório acredita que é melhor imprimir o selo de rastreamento – uma espécie de código de barras, só que bidimensional – diretamente na caixa do medicamento. A opção rejeitada é o uso de uma espécie de etiqueta como código.

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