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Desânimo prolongado pode ser sinal de distimia

1 de dezembro de 2009

Tristeza não tem fim, felicidade, sim…” Esse famoso verso da bossa nova composta por Tom Jobim e Vinícius de Moraes podia ser a trilha sonora da distimia, doença definida pelos psiquiatras como transtorno de humor acompanhado de depressão leve e crônica, com dois ou mais anos de duração.

Folha de S.Paulo – 05/09/2009 – Fábio Mazzitelli

Apesar de não ser uma depressão grave, habitualmente a distimia aparece associada com outros tipos de problemas de personalidade. Os mais comuns: desânimo para fazer atividades que gostava de fazer, tristeza e irritabilidade sem causas aparentes.

Como tais características podem ser confundidas com o jeito de ser da pessoa, o doente, em geral, só toma consciência da distimia depois que outras doenças associadas se manifestam, como a depressão aguda, alterações de sono e de apetite.

“Se a pessoa tem uma tristeza que considera exagerada, se sente um extremo desânimo e isso está perturbando os acontecimentos normais do dia-a-dia, como trabalho e relações sociais, e trazendo um sofrimento psicológico significativo, uma dor grande na alma, tem de procurar uma consulta médica”, afirma o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, chefe da disciplina de Psiquiatria Clínica da Unifesp (Universidade Federal de SP).

Para combater a “dor na alma”, o tratamento consiste, basicamente, em remédios antidepressivos acompanhados de psicoterapia.

Os psiquiatras estimam que de 3% a 6% da população mundial possa ser vítima da distimia. Não há uma única causa para o aparecimento da distimia. Os fatores hereditários, como em outras doenças psiquiátricas, e psicossociais são possíveis fontes que contribuem para o surgimento.

Adolescência

A jornalista Eliana de Castro, 23 anos, descobriu que tinha distimia há cinco anos, quando resolveu procurar um psicólogo para investigar as razões da sua tristeza profunda e introspecção exagerada. “Sempre tive um comportamento bastante atípico. Vivia isolada, na melancolia, acordava chorando alguns dias, não tinha amiga na escola. Aos 14 anos, quando tive o meu primeiro namorado e não tinha motivação para nada, caiu a ficha e comecei a me questionar por que eu era assim”, relata.

A primeira experiência psicoterápica durou apenas um mês. A parada no tratamento foi seguida de piora no quadro clínico. “O trauma começou a afetar o físico. Sentia muito sono, perdi peso.” Eliana, então, apelou para uma atitude extrema. “Tentei o suicídio. Tomei duas caixas de remédio. Fui parar no pronto-socorro e quase entrei em coma.”

Há dois anos, a jornalista retomou a terapia. Durante seis meses, tomou remédios. “Só que tenho muita resistência para tomá-los”, diz. No momento, a fé religiosa se tornou um refúgio para Eliana. “Fiquei muito ligada a uma religião. A oração me ajuda muito. Sempre oro e leio a bíblia.”

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