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Aché usa biodiversidade para lançar remédio 100% brasileiro

1 de dezembro de 2010

Não é segredo para ninguém que o número de fármacos obtidos da biodiversidade brasileira pode ser contado nos dedos. Por isso, a cada novo produto os pesquisadores comemoram como sendo uma vitória para o país.
É assim que está sendo encarado o lançamento do Sintocalmy pelo Aché, indicado para o tratamento de ansiedade leve ou moderada, que contou com mais de seis anos de desenvolvimento e investimentos de R$ 4 milhões.

Martha San Juan França – Brasil Ecônomico – 10/03/10

As pesquisas, realizadas no Brasil, conseguiram elevar o teor de princípios ativos da passiflora, planta conhecida pelo seu fruto – o maracujá – e já usada em extratos.

Agora, com o Sintocalmy, foi possível diminuir as quantidades de compostos que não influenciam a ação do produto, chegando a um extrato padronizado, mais seguro e eficaz que os concorrentes.

“Este processo é totalmente novo no mercado, o que nos garantiu a patente internacional do medicamento”, explica Carlos Melo, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Aché.

A intenção da empresa, após o lançamento, é explorá-lo no Brasil e no exterior. “Já estamos em fase de negociações com parceiros na América do Norte, América Latina e Ásia para exportar a estes mercados”, diz Júlio Conejero, diretor da Unidade de Medicamentos Isentos de Prescrição.

Experiência nova

O Aché já tinha se destacado anteriormente com o anti-inflamatório Acheflan, considerado um dos primeiros cuja pesquisa e desenvolvimento foram feitas exclusivamente no Brasil.

Para isso, a Unidade de PD&I contou com uma parceria bem-sucedida com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Ali também está sendo gestada uma experiência que deve favorecer o lançamento de novos medicamentos.

Trata-se do Centro de Referência em Farmacologia Pré-Clínica, cujo objetivo é apoiar a demanda da indústria farmacêutica nacional.
Sob a direção do pesquisador João Batista Calixto, da UFSC, o centro pretende fazer a ponte entre a indústria e a universidade, cuja falta está sendo considerada um gargalo para o de-senvolvimento de medicamentos gerados no Brasil.

Foi fazendo essa ponte que Calixto participou das pesquisas pré-clínicas do Acheflan e agora do Sintocalmy, desta vez como prestador de serviço.
Com o centro, que espera-se seja inaugurado em meados do próximo ano, será possível fazer pesquisas de uma forma mais sistematizada.
“O Brasil possui um dos maiores mercados de medicamentos do mundo, e um parque industrial moderno. Mas essas indústrias ainda dependem da importação de matérias-primas de países mais de-senvolvidos”, diz Calixto.

Por entender o potencial dos produtos naturais brasileiros, o Aché investe em pesquisas com fitomedicamentos e sintéticos. E destina, anualmente, cerca de 10% de seu Ebitda para essa área, seja por meio de estudos próprios, seja em parcerias.
“Temos sete projetos de inovação radical e mais de 150 em outras modalidades de pesquisa”, diz Melo.

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