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Reumatismo é coisa séria

30 de novembro de 2009

Melhorar a qualidade da informação sobre a doença visa incentivar o diagnóstico precoce.

Diário do Nordeste (CE) – 21/05/2009

Dor nas articulações pode ser considerada como uma simples tendinite, porém esse sintoma também pode indicar algo mais grave: doença reumatológica. Problema que reúne mais de 100 distúrbios que comprometem ossos, cartilagens, articulações e músculos e que apresentam os mesmos sintomas iniciais, ou seja, dor e inflamação nas juntas.

Com o objetivo de chamar atenção, levar mais conhecimento sobre as doenças reumáticas e conscientizar a população da importância do diagnóstico precoce, a Sociedade Brasileira de Reumatologia, com o apoio de 22 Sociedades Regionais, lançou, mês passado, em Natal, a campanha “Reumatismo é coisa séria”. Para o presidente da Sociedade Cearense de Reumatologia, Max Victor Carioca Freitas, o primeiro passo para um bom tratamento é a informação correta. ´Sabemos que existem mais de 100 doenças reumáticas descritas, mas com evolução clínica e seqüelas distintas. Daí, a relevância da promoção de ações que busquem melhorar a qualidade da informação que a população tem sobre estas doenças´, enfatiza o médico.

Diagnóstico

A partir desse mês, a Campanha irá se concentrar e percorrer as principais regiões brasileiras, esclarecendo alguns mitos sobre a doença, tais como: reumatismo não é doença de idoso; não é sazonal, embora o frio, em alguns casos, possa intensificar os sintomas, as doenças reumáticas são pioram ou surgem nos dias mais frios; e reumatismo tem tratamento que pode melhorar e restabelecer a qualidade de vida do paciente, apesar da doença ser crônica e muitas vezes sem cura definitiva. De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Ieda Laurindo, “o diagnóstico precoce pode ser o diferencial entre um estilo de vida normal e produtivo e uma vida com limitações e incapacidade funcional”. Tal postura representa hoje o grande desafio de todos envolvidos com o problema, destaca o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), reumatologista Max Victor. E complementa: ´Os avanços da ciência podem ter um grande impacto na vida dos portadores de doenças reumáticas.

No entanto, é essencial que tais avanços sejam utilizados no momento adequado, o que requer um diagnóstico precoce´, explica o especialista. A aposentada Maria das Dores Silva Lima levou um ano entre os sintomas, o diagnóstico e o tratamento da doença. Ela sofre de osteoartrite, popularmente conhecida como artrose (desgaste nas cartilagens), tida como o reumatismo mais incidente, representando cerca de 30 a 40% dos motivos de consultas em ambulatórios de reumatologia. A osteoporose, a fibromialgia e a artrite reumatóide, que é a principal causa de inflamação crônica nas articulações, figuram como os tipos mais comuns do problema.

Maria das Dores conta que sentia muitas dores nos joelhos que ficavam sempre inchados. O tratamento incluiu medicamentos e procedimento cirúrgico para a colocação de uma prótese em um dos joelhos. Segundo ela, após a cirurgia a sua qualidade de vida melhorou bastante, já que agora é possível realizar tarefas simples que antes necessitavam de muito esforço, como caminhar.

Prática clínica

O Dr. Max Victor informa que novas drogas têm sido liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso na prática clínica. ´As principais novidades contemplam pacientes com artrite reumatóide, espondiloartrites, artrite psoriática, artrite reumatóide juvenil e osteoporose. Como são medicamentos de uso injetável e que requerem acompanhamento reumatológico freqüente, estão disponíveis somente em centros especializados em reumatologia´, afirma. Estima-se que o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico da doença possa levar até dois anos. ´É importante ressaltar que esta demora no diagnóstico pode ter repercussões negativas no tratamento. Nossa meta é reduzir este tempo´, diz Dr. Max Victor Freitas. Tanto o paciente quanto o médico devem ficar atentos aos sintomas para que o diagnóstico seja dado de forma correta. Apesar da doença reumática reunir diferentes tipos de problemas, os sinais são muito semelhantes entre si e/ou com outras patologias, como é o caso da dor na coluna. Importante: é vital procurar um especialista quando a dor e o inchaço nas articulações se prolongarem por mais de cinco semanas, descreve o médico.

Exercícios físicos

O reumatologista Max Victor atenta sobre a importância da prática de exercícios físicos e do cuidado que os portadores de doença reumática devem ter nas suas atividades diárias, já que muitas das lesões ocorridas na realização dessas tarefas são geradas pela inatividade de músculos, tendões e articulações. ´Outra causa comum de agravos relacionados às atividades diárias são as quedas
sofridas pelos idosos, geralmente, dentro de casa. Para minimizar este risco o idoso deve utilizar calçados confortáveis e com solado antiderrapante, evitar tapetes e pisos escorregadios, usar tapete emborrachado no banheiro, instalar barras de apoio próximo à cama, ao vaso sanitário e ao chuveiro, e aguardar alguns instantes antes de se levantar à noite´, explica o médico.

No Ceará, estima-se que cerca de 800 mil pessoas sofram de doenças reumáticas. No entanto, esse número não é preciso devido à ausência de estudos epidemiológicos no Estado. Os principais centros de tratamento de doenças reumatológicas no Ceará ficam localizados na Capital. Para atendimento de pacientes, há três locais capacitados para o tratamento da doença em Fortaleza: Hospital Geral de Fortaleza, Hospital Universitário Walter Cantídio, Hospital César Cals e o Hospital Albert Sabin. Estes centros contam com estrutura para executar procedimentos de alta complexidade na área, embora o Estado seja deficitário no atendimento de atenção primária. Os pacientes também contam com a assistência prestada pelo Grupo de Apoio aos Portadores de Doenças Reumáticas do Ceará (GARCE).

Mais informações:
Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos do Ceará (Garce)
(85) 3241.2428
garce.ceara@yahoo.com.br
www.garce.org.br

INCIDÊNCIA

40% das consultas em ambulatórios de reumatologia são de pacientes com queixas de osteoartrite, doença mais conhecida como artrose. Osteoporose, fibromialgia e artrite reumatóide também figuram entre os problemas reumáticos mais freqüentes.

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