NOTÍCIAS

Aché adquire 50% da Melcon e entra na área de hormônios

1 de dezembro de 2010

O laboratório Aché, a terceira maior farmacêutica nacional, concluiu a compra de 50% da Melcon, instalada em Anápolis, em Goiás. A companhia entra no disputado mercado de hormônios, em franco crescimento dentro e fora do país, e faz parte do seleto grupo de empresas do setor que decidiu voltar seus investimentos para o território goiano, Estado que em menos de um ano atraiu laboratórios como a americana Pfizer, que adquiriu 40% da Teuto, e a Hypermarcas, que arrebatou a NeoQuímica. 

A aquisição da Melcon é considerada estratégica para o Aché, que também está na disputa pelo laboratório nacional Mantecorp. “Já estávamos em negociação para que a Melcon terceirizasse alguns produtos para o Aché. Agora, vamos discutir o desenvolvimento de novos medicamentos com eles”, afirmou José Ricardo Mendes da Silva, principal executivo da farmacêutica. Sobre o Mantecorp, Silva não comenta. O executivo também não informou o valor que envolveu a compra dos 50% de participação no laboratório goiano. 

A Melcon tem o perfil da maioria das farmacêuticas instaladas na região de Anápolis – de pequeno e médio portes e grande potencial para serem consolidados. Esse laboratório terceiriza a produção de alguns medicamentos para outras empresas do setor, entre elas a NeoQuímica. Com uma produção mensal em torno de 3,5 milhões de unidades, ou aproximadamente 50 milhões de comprimidos, a empresa é uma das poucas do país habilitadas para a produção de medicamentos hormonais. Para o Aché, interessa nesse primeiro momento a disputa pelo segmento de hormônios femininos. “Temos planos de desenvolver produtos voltados para a área de oncologia”, afirmou Silva.

Com faturamento bruto em torno de R$ 2,1 bilhões em 2009, o Aché projeta crescimento entre 10% e 15% para este ano. Com duas fábricas, uma na capital paulista e outra em Guarulhos, na Grande São Paulo, o laboratório deverá investir na ampliação de suas unidades em operação e tem planos de ir à bolsa.

Controlado pelas famílias Dellape Baptista, Siaulys e Depieri e um portfólio com cerca de 250 marcas, o Aché faz parte do grupo de grandes consolidadores nacionais. Em 2003, o laboratório incorporou a farmacêutica alemã Asta Médica do Brasil. Dois anos depois, fez sua mais importante aquisição no país, a Biosintética Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos.

As negociações envolvendo a Mantecorp são mantidas sob sigilo. Nessa operação, o Aché poderá fazer parceria para produtos ou adquirir uma fatia da empresa, segundo fontes. Silva limitou-se a dizer que a empresa sempre analisa novos negócios e “oportunidades são voltadas para os pequenos e médios laboratórios”.
 

Fonte:
Valor Econômico – Mônica Scaramuzzo

  • SIGA O ACHÉ:

X
  • Alert
  • ATUALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE PRIVACIDADE

O Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A se preocupa com a sua privacidade e quer que você esteja familiarizado com a forma como coletamos, utilizamos e divulgamos suas informações.

COLETA DE INFORMAÇÕES:

Alguns dados pessoais podem ser solicitados para que você se beneficie de nossos serviços ou programas. Sempre que obrigatório por Lei, seu consentimento será solicitado. Você também poderá exercer seus direitos em relação a seus dados por meio do nosso Canal de Comunicação.

SEGURANÇA:

Empregamos os melhores esforços para respeitar e proteger seus dados pessoais contra perda, roubo, vazamento ou qualquer modalidade de uso indevido, bem como contra acesso não autorizado, divulgação, alteração e destruição.

CANAL DE COMUNICAÇÃO:

Para assuntos exclusivamente relacionados à privacidade de dados, clique aqui.

Para outros assuntos, clique aqui.

Política de privacidade, clique aqui.