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RELATÓRIO ANUAL 2017

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INOVAR

PARA CRESCER

O capital intelectual, que demonstra a capacidade da Companhia em gerar inovação, é um dos principais impulsionadores da estratégia de crescimento do negócio. Desde 2015, contamos com a Diretoria do Núcleo de Inovação, que integrou diferentes áreas do Aché para acelerar nossos processos, incluindo as diretorias de Novos Negócios, Parcerias e Internacionalização; Desenvolvimento Farmacotécnico e Analítico, Núcleo Médico, Inovação Incremental, que busca novas soluções e aplicação de tecnologia em moléculas já existentes; e Inovação Radical, que trabalha na descoberta de novos ativos farmacêuticos.

Também acreditamos na inovação como elemento preponderante para o alcance dos objetivos de internacionalização. Cada vez mais, buscamos trabalhar a inovação a partir de uma visão global, considerando as necessidades e demandas identificadas simultaneamente no Brasil e em outras partes do mundo.

A cada ano, aproximadamente 10% do Ebitda da Companhia são direcionados para inovação, incluindo recursos próprios e captações por funding externo, em parcerias internacionais e com instituições de fomento, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Laboratório de Design e Síntese Molecular em Guarulhos

Evoluções em rede

Em novembro de 2017, o Aché inaugurou na planta Guarulhos o laboratório NILE - Nanotechnology Innovation Laboratory Enterprise, em parceria com a empresa Ferring Pharmaceuticals. Modelo único no Brasil voltado para pesquisa e desenvolvimento de novas plataformas tecnológicas baseadas em Nanotecnologia, que poderão ser aplicadas em medicamentos, cosméticos e produtos nutricionais. Foram investidos R$ 7 milhões em equipamentos e infraestrutura.

No mês de dezembro, foi criado o Programa de Prospecção da Biodiversidade Brasileira, viabilizado graças à parceria entre o Aché, o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e a Phytobios, empresa que conduz expedições a diferentes biomas para a coleta de amostras e atua no desenvolvimento de protótipos. O LNBio integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Vale lembrar que o Aché acumula conhecimento sobre a biodiversidade desde 1980, quando tiveram início os estudos que culminaram no lançamento de Acheflan, primeiro fitomedicamento com pesquisa e desenvolvimento 100% nacionais.

Também avançaram as pesquisas do nosso Laboratório de Design e Síntese Molecular e entramos no Structural Genomic Consortium (SGC), fórum que reúne universidades, governos e indústrias farmacêuticas de diversos países. O primeiro resultado é a parceria entre o Aché, outra farmacêutica nacional e a Unicamp para a viabilização de programa inédito de pesquisa visando ao desenvolvimento de novos medicamentos oncológicos e anti-infecciosos. Pela primeira vez no Brasil, as pesquisas serão baseadas no modelo de inovação aberta, ou seja, todo o conhecimento gerado (até a fase de validação do potencial terapêutico dos alvos biológicos) será de domínio público.

Mais informações sobre o NILE e o Programa de Prospecção da Biodiversidade Brasileira estão disponíveis em:

www.ache.com.br/imprensa/noticias

Acelerador de partículas na sede do CNPEM, em Campinas

Projetos em desenvolvimento

Considerada primordial para impulsionar o crescimento do negócio de modo sustentável, a renovação do portfólio obedece ao seguinte fluxo no Aché: os projetos são estrategicamente discutidos e estruturados dentro de um processo denominado I2B (Idea to Book), que, de forma multidisciplinar, envolve diversas áreas da Companhia. A estratégia de desenvolvimento e o plano de negócios são apresentados no Comitê de Inovação, pela Diretoria de Desenvolvimento de Novos Negócios, Parcerias e Internacionalização, em conjunto com as Unidades de Negócios envolvidas. Se aprovados, seguem para o Escritório de Projetos, que realiza a gestão de todas as etapas de desenvolvimento dos produtos em outro processo, chamado de B2M (Book to Market). Em 2017, os processos e as etapas foram atualizados, ganhando ainda mais agilidade, assertividade e eficiência.

Encerramos o ano com 145 projetos em nosso pipeline, além de 21 projetos em fase de pesquisa (Inovação Radical). Ao longo do ano, obtivemos o registro na Anvisa para 31 produtos.

Cadeia de Valor da Inovação

Processos internos do Aché

Projetos previstos no Pipeline

Média de contribuição dos lançamentos nos últimos cinco anos

Internacionalização

Ao longo de 2017, lançamos 16 novos produtos no mercado internacional, com destaque para o Chile, onde conseguimos aprovação em tempo recorde para comercializar nosso primeiro medicamento no país, Exodus, da Franquia Sistema Nervoso Central.

Os acordos de licenciamento para comercializar o anti-inflamatório Acheflan em cinco países da América Central (Nicarágua, Honduras, Guatemala, El Salvador e Panamá) também foram destaque no ano.

No México, nosso mercado mais relevante, o Acheflan foi lançado no fim de 2016 e já detém cerca de 10% de market share.

25 países são cobertos por acordos de out-licensing:

• Américas: México, Equador, Peru, Venezuela, Colômbia, Chile, Paraguai, Uruguai, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, República Dominicana e Costa Rica.

• Oriente Médio, África e Ásia: Moçambique, Cabo Verde, Argélia, Kuwait, Líbia, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Japão.

Aché

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