Biotecnologia
Biotecnologia
Na área de biotecnologia, o objetivo do Aché é assegurar sua independência tecnológica e agregar novas competência e valor aos negócios. Atualmente, há dois produtos biotecnológicos em desenvolvimento com perspectiva de realização em curto prazo, e em alguns movimentos realizados em 2010 a empresa estabeleceu as bases para construir, em médio prazo, uma planta industrial dedicada. A companhia negocia uma parceria público-privada que envolverá o fornecimento de um medicamento para esclerose múltipla (betainterferona 1-a) para o Ministério da Saúde e a transferência da tecnologia de produção para o Instituto de Tecnologias em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz). Como atualmente nenhuma indústria no Brasil detém o know-how de fabricação, o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa recorrer ao mercado internacional e a seus altos custos. A parceria significará uma redução imediata de custos e, em médio prazo, a conquista da tecnologia necessária para romper laços de dependência. Para o Aché, o contrato vai aportar robustez aos negócios em biotecnologia, possibilitando uma base sólida para a construção da fábrica própria. A biotecnologia movimenta uma parcela cada vez maior da indústria mundial, oferecendo respostas terapêuticas eficientes em casos de alta complexidade, em que nenhuma técnica de fabricação sintética é capaz de replicar as substâncias oriundas dos processos biológicos. Em alguns tipos de câncer, doenças renais e alterações do sistema nervoso central, os medicamentos de origem biotecnológica representam a principal alternativa de tratamento. Outro exemplo é o nanismo, para o qual o hormônio do crescimento, produzido via biotecnologia, é a principal terapia disponível. Estudos prevêem que, a partir de 2014, os produtos biotecnológicos passem a representar 50% dos fármacos mais vendidos em todo o mundo, diante da migração já em andamento das grandes farmacêuticas para o segmento, como forma de compensar a perda de patentes. As maiores empresas do setor estão sediadas nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, o segmento de produtos biológicos ainda é incipiente e se caracteriza pela dependência tecnológica em relação a outros países. A experiência da empresa na área se iniciou com a pesquisa de fitoterápicos (o primeiro foi o Soyfemme, derivado da soja) e, com o ganho de experiência, vem aumentando a complexidade dos projetos. O marco regulatório, como se encontra formulado, apresenta entraves à participação da indústria farmacêutica nacional. O Aché apoia os movimentos para mudar essa realidade e por meio da Farmabrasil, entidade setorial reúne as grandes farmacêuticas nacionais, pretende ampliar as discussões sobre o tema.
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