Inovação constante e sistemática do portfólio garante a adequação às necessidades e às expectativas do mercado.
O portfólio do Aché sustenta o posicionamento da Empresa entre os líderes do mercado brasileiro e é alvo constante de aperfeiçoamento. Sua gestão engloba uma série de ações, alinhadas estrategicamente: a pesquisa de novas moléculas, o reposicionamento mercadológico, a adequada política de preços e a capacitação, qualidade e capilaridade da força de vendas. Iniciativas de inovação tecnológica, de eficiência industrial e de marketing fazem parte de uma cultura de melhoria contínua, um dos pilares competitivos da Companhia.
A administração dos ativos segue metodologias estruturadas e tem foco na conveniência, na eficácia e na acessibilidade, e o uso da tecnologia confere eficiência ao acompanhamento de processos. As diferentes formas de apresentação dos produtos, por exemplo, levam em conta a aceitação e a aderência ao tratamento pelos diversos perfis de público.
A política de preços é ajustada visando manter a competitividade e preservar a rentabilidade, e as embalagens padronizadas ampliam a visibilidade da marca nos pontos de venda e oferecem informações para o uso seguro. Também foi reforçada a difusão de estudos sobre doenças e formas de tratamento e cura, dirigida a especialistas e a formadores de opinião, com os quais a Companhia estreitou relações.
A sintonia com as demandas do mercado é assegurada pelos comitês consultivos, que são compostos por profissionais de saúde experientes e reconhecidos e têm voz ativa em uma série de questões essenciais para as operações. Periodicamente, em uma reunião promovida pela Companhia, os participantes são ouvidos sobre desempenho de produtos ou moléculas, medicamentos em desenvolvimento ou identificação de necessidades terapêuticas ainda não atendidas pela indústria. Suas percepções ajudam a orientar a gestão de portfólio e ajustá-lo às necessidades do mercado.
As avaliações dos comitês influenciam a área de marketing na definição do posicionamento de produtos, na criação das campanhas promocionais e em ações diversas de divulgação científica. Os comitês também participam ativamente da construção dos novos projetos, muitos dos quais estão em andamento e poderão compor o portfólio do futuro.
Para garantir a realização dos projetos no tempo certo e com custo adequado, o Aché conta com um Escritório de Projetos (PMO), criado em 2008. O Escritório utiliza um sistema de gestão desenvolvido na própria Companhia e ajustado às características específicas do portfólio de projetos.
Foco na inovação
Em paralelo à gestão dos 255 produtos comercializados atualmente, a Empresa investe fortemente na renovação do seu portfólio, por meio de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Em 2009, havia 155 projetos em andamento, que absorverão investimentos da ordem de R$ 140 milhões até 2015, com perspectiva de elevar em 40% a receita da Empresa.
Atualmente, investe ao ano 10% da geração do seu caixa em pesquisa, desenvolvimento e novas tecnologias, seja por meio de estudos próprios ou de parcerias com universidades, centros de pesquisa e outras empresas. Assegura a inovação e promove a sustentabilidade do negócio ao conferir dinamismo e flexibilidade ao seu portfólio.
A crise financeira instalada no mundo em meados de 2008 não teve efeito sobre o orçamento dirigido para o setor, e a Empresa manteve inalterados os planos de investimento nos novos projetos, com investimentos em três frentes: inovação radical, pesquisa incremental e desenvolvimento farmacotécnico.
Tendo incorporado a biotecnologia às competências em inovação, a Companhia tem a meta de se tornar, dentro de alguns anos, destaque no desenvolvimento e produção de medicinais biotecnológicos, segmento que concentra a maior parte dos medicamentos em desenvolvimento no mundo.
Para o Brasil, trata-se de uma iniciativa essencial e estratégica, pois a realidade do país é caracterizada pela dependência tecnológica e de produtos de outros países.
Criar do zero
A inovação radical consiste em criar produtos que não tenham antecedentes no mercado farmacêutico mundial. Esses medicamentos podem ser produzidos sinteticamente, mediante processos biotecnológicos em cultivos bacterianos ou celulares ou se originar de matérias-primas naturais.
Com visão de longo prazo, o Aché desenvolve seus projetos de maneira focada, o que lhe garante uma posição de destaque, na América Latina, no desenvolvimento de novas drogas. Além de contar com projetos de relevante apelo terapêutico, em diferentes estágios de desenvolvimento, de seus laboratórios saíram, recentemente, dois produtos de desenvolvimento radical aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o anti-inflamatório Acheflan, no mercado desde 2004, e o ansiolítico Sintocalmy, a ser comercializado a partir do primeiro semestre de 2010.
O Aché iniciou as pesquisas em inovação radical no começo da década, focando em fitomedicamentos. O sucesso na área estimulou a Companhia a explorar o desenvolvimento de novas substâncias químicas sintéticas ou purificadas de fontes naturais.
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Trabalhar com pesquisa radical exige das empresas uma clara visão de futuro e estabilidade nas decisões. O desenvolvimento de compostos radicais impõe grandes aportes financeiros, por longos períodos (de 8 a 12 anos, em média), demanda equipe interna multidisciplinar e apresenta, naturalmente, alta taxa de risco. Atualmente, há oito moléculas em desenvolvimento, e outras dez estão em processo de análise de viabilidade. Conforme os resultados dos estudos prévios, algumas poderão ser descartadas e outras, incorporadas ao esforço de desenvolvimento.
Todo processo de construção de novos conhecimentos é complexo. Mas cada produto que chega ao mercado sob proteção de patente significa uma nova forma de abordagem terapêutica, contribuindo para o bem-estar da sociedade e consolidando, ao mesmo tempo, a posição da Empresa.
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Aperfeiçoar estruturas
Conceitualmente, a pesquisa incremental promove melhorias estruturais em moléculas já conhecidas, em prazos menores e com maiores taxas de sucesso. Dentro dessa vertente de inovação, o Aché deu início, em 2008, a um projeto para criar novos fármacos a partir de medicamentos consagrados, com estrutura equivalente e mesma funcionalidade, mas com características biofarmacêuticas superiores às da molécula original (maior segurança e potência ou ação mais durável).
Com esse tipo de desenvolvimento, a Companhia investe em tecnologias de ponta, na área de síntese química e design molecular, e está preparada para suprir as necessidades futuras do mercado com fármacos de última geração. Já há cinco moléculas em desenvolvimento, voltadas aos sistemas nervoso central, respiratório e cardiovascular e ao metabolismo.
Em 2009, a nanotecnologia foi incorporada às pesquisas incrementais do Aché, em um projeto voltado ao tratamento de ossos e músculos. O uso de minúsculas estruturas funcionais, inconcebíveis com o uso de tecnologia convencional, permite a liberação sustentada do medicamento exatamente na área afetada. O impacto no tratamento é significativo, com a diminuição das quantidades terapêuticas necessárias, a redução da toxicidade e o aumento da eficácia do medicamento.
Expertise em similares
Na vertente representada pelo desenvolvimento farmacotécnico, o objetivo é aperfeiçoar os medicamentos e adaptá-los às necessidades do mercado. Nessa área, a expertise do Aché no desenvolvimento de medicamentos similares tornou-se uma competência estratégica, diante do atual momento vivido pela indústria farmacêutica mundial. Até 2011, vencem as patentes de mais de 20 medicamentos, no Brasil, e quase metade delas se refere a produtos líderes em sua classe terapêutica. A agilidade, nesse caso, é fundamental. Todo o setor ganha o direito de fabricar a mesma molécula, mas somente o desenvolvimento farmacotécnico prévio capacita as empresas a produzir efetivamente os medicamentos e a atuar nesse mercado.
O Aché busca se antecipar às oportunidades potenciais nesse cenário e, assim, ampliar sua presença. Mantém uma estrutura de acompanhamento das patentes, formada por especialistas das áreas de Desenvolvimento Farmacotécnico, Jurídico, Renovação de Portfólio e Suprimentos. A equipe valida a inclusão das moléculas nos ciclos de desenvolvimento da Companhia, garantindo que o produto esteja pronto para o lançamento assim que sua comercialização passar ao domínio público. Um exemplo de como isso acontece na prática foi o lançamento do Exodus, no segundo semestre.
Num ano de retração econômica, em que muitas empresas pararam de investir em pesquisa, o Aché iniciou 83 projetos de novos produtos. Destes, 64 necessitaram de estudos de bioequivalência ou biodisponibilidade relativa, mais que o dobro do efetivado no ano anterior. A Empresa conduziu 16 estudos clínicos para renovação de registro e novos produtos e implantou seis novos estudos, tendo concluído dois deles, com resultados positivos, até o fim do ano. Dentro do projeto de desenvolvimento de 15 produtos dermocosméticos, deu início a 149 estudos clínicos, que se encontram em andamento.