A partir de agora você deixa o Portal Corporativo do Aché.

O Aché Laboratórios S.A. não se responsabiliza por nenhum conteúdo além de seu domínio, exceto onde é indicado. Para obter mais informações sobre os medicamentos do Aché, recomendamos que verifique as bulas e procure um profissional de saúde.
Obrigado.

VoltarContinuar

Depressão

O que é

A depressão é um transtorno mental comum, considerado um problema prioritário de saúde pública, pois afeta cerca de 120 milhões de pessoas no mundo todo, de acordo com a OMS. Em 2000 já era considerada a primeira causa de incapacidade entre todos os problemas de saúde, medida em anos vividos com a disfunção.

Sintomas

Caracteriza-se por tristeza, choro fácil, sentimentos excessivos de culpa e baixa auto-estima. Para o deprimido, tudo costuma parecer fútil ou sem importância, vazio e sem graça. As crianças e adolescentes, principalmente, podem se apresentar mais irritadas que tristes. Uma característica importante é a perda de interesse ou a incapacidade de sentir prazer em atividades habituais, mesmo aquelas que antes eram consideradas agradáveis. Também são comuns as alterações do sono e apetite, o cansaço e a falta de energia, a dificuldade de concentração, com conseqüente prejuízo da memória. A lentificação e as dores pelo corpo são outros sintomas freqüentes. Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio podem ocorrer nos casos mais graves.

É importante ressaltar que estes sintomas precisam estar presentes na maior parte do tempo por, no mínimo, duas semanas, para se caracterizar um quadro depressivo. Este quadro é diferente da tristeza, que pode acometer qualquer pessoa em situações específicas, e em geral dura horas ou poucos dias.

A depressão perdura por semanas, meses e até anos, comprometendo a vida pessoal e profissional das pessoas. Muitos evitam o convivo social, preferindo o isolamento. As relações familiares podem ser prejudicadas por este comportamento e pela dificuldade dos familiares em compreendê-lo. Somente o deprimido sabe o quanto está sofrendo, a depressão é invisível, não sangra… As pessoas próximas ao deprimido muitas vezes não a compreendem por não "verem" a doença.

Fatores de Risco

As causas da depressão ainda não foram esclarecidas, mas múltiplos fatores parecem estar envolvidos na sua gênese, entre eles, fatores genéticos, biológicos e ambientais. Indivíduos do sexo feminino, divorciados, com história de depressão na família, ou aqueles submetidos a eventos de vida estressantes ou a estresse crônico têm maior risco de desenvolver um quadro depressivo.

Diagnóstico

O diagnostico é clínico, baseado nos sinais e sintomas já descritos, não havendo exames específicos que identifiquem a doença. Um exame clínico completo é indispensável, uma vez que diversas condições clínicas podem estar associadas a um quadro depressivo.

Saiba Mais

Diversas medicações e doenças clínicas podem estar associadas ao surgimento de sintomas depressivos, entre elas estão medicações como anti-hipertensivos, corticosteróides e anti-neoplásicos; doenças endócrinas como alterações da tireóide e o diabetes; doenças neurológicas como a esclerose múltipla e a epilepsia; o lupus, a artrite reumatóide, entre outras.

As conseqüências da depressão, por sua vez, não se restringem ao sofrimento pessoal e prejuízo funcional do indivíduo. Estudos demonstram que a depressão aumenta o risco de mortalidade por doença coronariana, podendo até ser um fator de risco para o desenvolvimento desta doença. A associação dos estados depressivos com câncer ainda não está bem estabelecida, mas já se sabe que sua presença piora o prognóstico do câncer. Também existem estudos sugerindo que a depressão está associada a um pior prognóstico da AIDS.

Os medicamentos antidepressivos e a psicoterapia são efetivos para a grande maioria dos casos. Porém, menos de 25% dos indivíduos afetados no mundo recebe tratamento adequado. Uma das principais razões para que isto ocorra é o estigma social associado aos transtornos mentais, incluindo a depressão. Muitas pessoas ainda a consideram uma “fraqueza”, ou falta de “força de vontade”, até mesmo muitos indivíduos deprimidos, que se recusam a procurar ajuda. Outro equívoco comum é acreditar que sintomas depressivos seriam “normais” em determinados períodos da vida como a menopausa ou a terceira idade. Por impedir o acesso ao tratamento, estas idéias acabam impossibilitando que indivíduos acometidos pela depressão possam voltar a desfrutar da vida plenamente.



voltar para notícias


Adicione aos favoritos